Fabiana Queiroga leva leitura onírica entre natureza, feminino e o domesticado para exposição “6 Centelhas”, em Brasília

Curadoria de Elsa Paranaguá Elvas e realização da Divino Galeria com a Casa Vento, a mostra reúne seis poéticas do circuito contemporâneo para investigar as fricções entre tempo, corpo, memória e território

A partir do dia 21 de agosto, a Casa Vento, no Lago Sul, abre espaço para a exposição coletiva 6 Centelhas. O projeto, realizado em parceria com a Divino Galeria, reúne obras de Cláudio Montanari, Gabriel Nehemy, Fabiana Queiroga, M. Cavalcanti, Marcos Dutra e Marina Fontana, sob crítica e curadoria de Elsa Paranaguá Elvas.

Um dos principais destaques do projeto é a artista visual e pesquisadora Fabiana Queiroga, cuja produção investiga as relações limítrofes entre corpo, matéria e paisagem. Em sua pesquisa, o objeto deixa de ser mero ornamento para se tornar um dispositivo de percepção e memória. Operando no limite entre a delicadeza e a ameaça, a artista utiliza processos de coleta, erosão, desgaste e sobreposição com matérias orgânicas, resíduos, metais e superfícies fragmentadas para discutir como o tempo se acumula no espaço.
"A memória não é um arquivo estático, mas sim um fenômeno instável que se inscreve no espaço e nas coisas. Em 6 Centelhas, trago elementos que funcionam como dispositivos de percepção, trabalhos que provocam o público a olhar para a matéria não pelo seu valor utilitário, mas pelas marcas de permanência e transformação que ela carrega", explica a artista.
Natural de Goiânia e baseada em São Paulo, Fabiana acumula participações em exibições internacionais de destaque, como as Bienais de Santiago e Lisboa, além de mostras na Europa e nos Estados Unidos. A presença em Brasília reforça a circulação nacional do seu trabalho antes do ciclo de compromissos internacionais previstos para o próximo mês, em Portugal.









